Galeria de Arte & Ateliê

Casca de Noz

Somos Animais I
Casca de Noz
MAI 2021
Rosalind Franklin, química inglesa e cristalógrafa de raios X.
Artista
Rodrigo Favarete
Tipo da Peça
Pintura Digital
Mídia
Artist 15.6 Pro e caneta 200Rps
Dimensões
3508 x 2480 px

Casca de Noz é a sétima, e última, peça da série Somos Animais I, uma série de obras que retratam mentes brilhantes injustiçadas pela humanidade. Esta peça mostra Rosalind Franklin, uma química inglesa e cristalógrafa de raios-X cujo trabalho foi central para a compreensão das estruturas moleculares do DNA, RNA e vírus.

Franklin decidiu que queria ser cientista aos 15 anos, contra a vontade de seus pais, que não viam futuro para ela nessa área dominada por homens. Seis anos após a decisão, ela se formou em Ciências Naturais no Newnham College, faculdade exclusiva para mulheres da Universidade de Cambridge. Quatro anos depois, ela obteve seu Ph.D. e, no ano seguinte, tornou-se pesquisadora, analisando a estrutura física de materiais carbonizados por meio de raios-x.

Ela usou a mesma técnica de raios-X para conduzir mais tarde todo o estudo que lhe permitiu determinar a estrutura helicoidal da molécula de DNA. Com suas observações e anotações, os bioquímicos James Dewey Watson e Francis Crick, juntamente com o chefe do laboratório onde ela trabalhava, Maurice Wilkins, confirmaram a dupla estrutura da molécula de DNA e assim ganharam o Prêmio Nobel de Medicina em 1962. No entanto, Rosalind não levou nenhum crédito por sua própria pesquisa.

Na década de 1950, as mulheres ainda eram significativamente desvalorizadas na academia; e eram segregadas a espaços exclusivamente femininos e não científicos. Por exemplo, elas não tinham permissão para usar os restaurantes do campus e muitos estabelecimentos nem mesmo permitiam que elas entrassem.

A ciência e a vida cotidiana não podem e não devem ser separadas.

— Rosalind Franklin (1920 - 1958)

Franklin morreu jovem, aos 37 anos, de câncer descoberto tardiamente. Quando ela morreu em 1958, a cientista não havia recebido nenhum reconhecimento por seu trabalho.

Ao longo dos anos, algumas cartas foram reveladas; elas mostravam conversas entre Crick, Watson e Wilkins. Os cientistas a chamaram de “bruxa” e conspiraram contra sua presença no laboratório. As cartas que trocaram também mostram que tinham plena consciência de que a pesquisa de Rosalind era a peça fundamental para o prêmio Nobel. Somente na década de 1960, ela passou a ser reconhecida pela comunidade científica.

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